segunda-feira, março 24, 2014

Salgueiro Maia, quase 40 anos depois

Muitos que defendem a ida de Maia para o Panteão desconhecem muitas das suas palavras: “Não se preocupem com o local onde sepultar o meu corpo. Preocupem-se é com aqueles que querem sepultar o que ajudei a construir.”  08/02/2014, "Ponto Final", João Paulo Narciso (Correio do Ribatejo).




No trabalho versus na prisão


Para rir e pensar, de fonte desconhecida, no caso de teres as ideias baralhadas sobre estes dois ambientes (trabalho versus prisão), isto deve ajudar a tornar as coisas um bocadinho mais claras!

NO TRABALHO
NA PRISÃO
Passas a maior parte do tempo num cubículo de 2x2 metros.
Passas a maior parte do tempo numa cela de 3x3 metros.
Tens uma pausa para uma refeição, que tens que pagar.
Tens três refeições por dia completamente grátis.
Tens um seguro de saúde (que sai do teu salário) e que pode ou NÃO cobrir os tratamentos de que precisas.
Tens assistência médica e dental GRÁTIS.
Dão-te mais trabalho se te portares bem.
Reduzem-te o tempo se te portares bem.
Muitas vezes tens um cartão de acesso e tens que abrir e fechar as portas tu mesmo.
O guarda fecha e abre as portas para ti.
Podes ser despedido por ver televisão e jogar no computador.
Podes ver televisão e jogar o que quiseres.
Tens que partilhar a retrete com gente que mija no assento.
Tens uma retrete privativa.
Nem sequer admitem que converses com a tua família.
Autorizam-te a receber   a visita da tua família e amigos.
Tens que pagar as despesas  para ir para o trabalho e deduzem taxas ao teu salário para pagar os custos das prisões.
Todas as despesas são pagas pelos contribuintes e não tens que trabalhar.

sexta-feira, março 21, 2014

É óbvio...

Fonte desconhecida. A utilização do contexto de Luanda, como seria no caso de outros mais, só pode ser encarado para exemplificar as diferenças acentuadas entre as classes sociais, ao nível económico, pois nada me move contra o povo Angolano (apenas faço uma transcrição, conforme recebi em mensagem de correio eletrónico).

Numa Escola muito heterogénea na cidade de Luanda, onde estudam alunos pertencentes a várias Classes Sociais, durante uma aula de português, a professora perguntou:
— Quem sabe fazer uma frase com a palavra "óbvio"?
Rapidamente, Luana Gourgel Pereira dos Santos Van-Dunén, menina rica, uma das mais aplicadas alunas da turma, respondeu:
— Prezada professora, hoje acordei cedo, depois de uma óptima noite de sono no conforto de meu quarto. Desci as escadas da nossa vivenda no condomínio em Tala-Tona e dirigi-me à copa. Depois de deliciar-me com o pequeno almoço de frutas e sumos naturais, fui até a janela. Percebi que se encontrava guardado na garagem o automóvel BMW-X6, V8 do meu pai. Pensei com meus botões:
— É 'óbvio' que meu pai foi para o trabalho com o AUDI-Q7.

Sem querer ficar para trás, Luiz da Silva Kitumba, um rapaz de uma família da Classe Média, acrescentou:
— Professora, hoje não dormi lá muito bem, mas consegui acordar, porque coloquei o despertador na mesinha de cabeceira, perto da cama. Levantei-me meio zonzo, comi pão com manteiga e tomei chá. Quando saía para ir para a escola, reparei que o Toyota "Rabo de Pato" do papá estava no quintal. Logo imaginei:
— É 'óbvio' que o papá não tinha dinheiro para ir abastecer gasolina e foi trabalhar de autocarro.

Embalado na conversa, Domingos Bemba Bumba, um menino originário de uma família da Classe Baixa (é óbvio), também quis responder:
— Senhora professora, hoje quase não dormi nada, porque a polícia estava a girar e a disparar muito para agarrar os bandidos lá no bairro, até altas horas. Só acordei de manhã porque estava a morrer de fome, mas não tinha nada para comer... Quando olhei pela janela, vi a minha avó com o jornal debaixo do braço e pensei:
— A minha avó é analfabeta...! É 'óbvio' que ela vai cagar!

Do verbo cortar

Fonte desconhecida.
Trata-se de um linguarejar diferente, com o qual não me comprometo, mas que retrata, na liberdade de expressão, uma realidade que é plural.

Chamo-me Passos Coelho
Cortador de profissão
Corto ao jovem, corto ao velho,
Corto salário e pensão
Corto subsídios, reformas
Corto na Saúde e na Educação
Corto regras, leis e normas
E cago na Constituição
Corto ao escorreito e ao torto
Fecho Repartições, Tribunais
Corto bem-estar e conforto,
Corto aos filhos, corto aos pais
Corto ao público e ao privado
Aos independentes e liberais
Mas é aos agentes do Estado
Que gosto de cortar mais
Corto regalias, corto segurança
Corto direitos conquistados
Corto expectativas, esperança
Dias Santos e feriados
Corto ao polícia, ao bombeiro
Ao professor, ao soldado
Corto ao médico, ao enfermeiro
Corto ao desempregado
No corte sou viciado
A cortar sou campeão
Mas na gordura do Estado
Descansem, não corto, não.
Eu corto
a Bem da Nação

domingo, março 16, 2014

Portugal versus Austrália

Um espécie de jogo, onde os resultados são elucidativos:
Fonte desconhecida.


Steve Jobs e as escolas (na Holanda)

Um contributo interessante, mas susceptível de ser discutido, claro.
 

The unique approach of the Steve JobsSchool in the Netherlands from Steve JobsSchool on Vimeo.

TED Talk de Bono Box

Aqui fica a TED Talk de Bono (membro da banda irlandesa U2), a propósito da organização ONE, da qual faz parte, que tenta erradicar a pobreza extrema e prevenir as doenças "evitáveis".

Bono: The good news on poverty (Yes, there's good news) - Fevereiro de 2013


Link para a página web em TED Talks.

Outra conversa interessante de Bono no The European People’s Party (EPP), Dublin, 07-03-2014.


U2 forever... "With or Withou You"

Ю | Bebedeira...

Para a coleção das anedotas inofensivas (do género da anterior!).

Um indivíduo, bêbedo que nem um cacho, foi mandado parar para um teste de alcoolemia. Diz o guarda:
— O Sr. bebeu alguma coisa hoje?
— Com certeza Sr. Guarda. A minha sobrinha casou hoje e antes de ir para o casamento enfiei logo umas cervejolas. No banquete enfiei umas três ou quatro garrafas de 'tintol' e à noite, na festa, bebi duas garrafas de 'Johnny Walker', rótulo preto. Hic!
— E o Sr. sabe que eu sou da "Brigada de Trânsito" e isto é um controle de alcoolemia?
— Sei perfeitamente Sr. Guarda. E o Sr. Guarda já reparou que este carro é inglês, tem o volante do outro lado e quem está a conduzir é a minha mulher?


Normalmente não bebo

Para a coleção das anedotas inofensivas.

Gostaria de partilhar uma experiência convosco acerca do "Se beber, não conduza"!
Como muito bem sabem, temos tido diariamente autênticas lavagens de cérebro por parte das autoridades competentes acerca deste assunto, através de mensagens de outdoors ou de filmes passados na televisão.
Há umas noites, saí com uns amigos e fomos tomar uns copos a um barzinho muito agradável. Depois de umas Vodkas e uns Whiskies, fiquei com a perfeita noção de que tinha ultrapassado o meu limite e usei o autocarro para regressar a casa!
Pelo caminho reparei numa "operação STOP" com a polícia a identificar os condutores e a fazer alguns o teste do balão, mas, como eu ia num autocarro, os agentes fizeram sinal para seguir.
E foi assim que cheguei a casa são e salvo, sem qualquer incidente, o que constituiu uma autêntica surpresa para mim porque eu nunca tinha guiado um autocarro antes… Nem faço a mínima ideia onde é que o arranjei!


Tordos!

A emigração e as cartas da família Tordo.
Fernando Tordo no Facebook.
O filho João Tordo no Sapo
Notícia no jornal Público.

Um e outro a seguir, para não se perderem nos confins das páginas da Web.

Fernando Tordo:

Carta ao meu filho João. Magoaram-te. Não a mim, cinquenta anos de tudo e mais alguma coisa. Magoaram-te porque achas estranho que se diga de um tipo, que para mais conheces bem, o que algumas pessoas disseram e continuarão a dizer. Perante a tua carta que a Eugénia e teu irmão Francisco Maria me encaminharam, o que é fica? Tentação de devolver os insultos com o vernáculo que bem me conheces e és admirador? Não. O que fica, meu querido filho, é a tua carta.
Tenho tanto que fazer, aqui. Por todos vocês. ( grande fotografia que a tua irmã Joana me mandou ) ela e os meus netos, aqueles sorrisos.
Não entristeças, João. Temos dado o melhor de nós e isso não admite gentinha; só aceita dignidade e respeito por vidas que se dedicaram e dedicam não porque têm talento, mas sim porque têm aquele mistério revelado de poderem escrever uma carta como a tua. Beijo do teu pai Fernando.

João Tordo:
Ontem, o meu pai foi-se embora. Não foi e já volta; emigrou para o Recife e deixou este país, onde nasceu e onde viveu durante 65 anos. A sua reforma seria, por cá, de duzentos e poucos euros, mais uma pequena reforma da Sociedade Portuguesa de Autores que tem servido, durante os últimos anos, para pagar o carro onde se deslocava por Lisboa e para os concertos que foi dando pelo país. Nesses concertos teve salas cheias, meio-cheias e, por vezes, quase vazias; fê-lo sempre (era o seu trabalho) com um sorriso nos lábios e boa disposição, ganhando à bilheteira. Ontem, quando me deitei, senti-me triste. E, ao mesmo tempo, senti-me feliz. Triste, porque o mais normal é que os filhos emigrem e não os pais (mas talvez Portugal tenha sido capaz, nos últimos anos, de conseguir baralhar essa tendência). Feliz, porque admiro-lhe a coragem de começar outra vez num país que quase desconhece (e onde quase o desconhecem), partindo animado pelas coisas novas que irá encontrar. Tudo isto são coisas pessoais que não interessam a ninguém, excepto à família do senhor Tordo. Acontece que o meu pai, quer se goste ou não da música que fez, foi uma figura conhecida desde muito novo e, portanto, a sua partida, que ele se limitou a anunciar no Facebook, onde mantinha contacto regular com os amigos e admiradores, acabou por se tornar mediática. E é essa a razão pela qual escrevo: porque, quase sem o querer, li alguns dos comentários à sua partida. Muita gente se despediu com palavras de encorajamento. Outros, contudo, mandaram-no para Cuba. Ou para a Coreia do Norte. Ou disseram que já devia ter emigrado há muito. Que só faz falta quem cá está. Chamam-lhe palavrões dos duros. Associam-no à política, de que se dissociou activamente há décadas (enquanto lá esteve contribuiu, à sua modesta maneira, com outros músicos, escritores, cineastas e artistas, para a libertação de um povo). E perguntaram o que iria fazer: limpar WC's e cozinhas? Usufruir da reforma dourada? Agarrar um "tacho" proporcionado pelos "amiguinhos"? Houve até um que, com ironia insuspeita, lhe pediu que "deixasse cá a reforma". Os duzentos e tal euros. Eu entendo o desamor. Sempre o entendi; é natural, ainda mais natural quando vivemos como vivemos e onde vivemos e com as dificuldades por que passamos. O que eu não entendo é o ódio. O meu pai, que é uma pessoa cheia de defeitos como todos nós - e como todos os autores destes singelos insultos -, fez aquilo que lhe restava fazer. Quer se queira, quer não, ele faz parte da história da música em Portugal. Sozinho, ou com Ary dos Santos, ou para algumas das vozes mais apreciadas do público de hoje - Carminho, Carlos do Carmo, Marisa, são incontáveis - fez alguns dos temas que irão perdurar enquanto nos for permitido ouvir música. Pouco importa quem é o homem; isso fica reservado para a intimidade de quem o conhece. Eu conheço-o: é um tipo simpático e cheio de humor, que está bem com a vida e que, ontem, partiu com uma mala às costas e uma guitarra na mão, aos 65 anos, cansado deste país onde, mais cedo do que tarde, aqueles que o mandam para Cuba, a Coreia do Norte ou limpar WC's e cozinhas encontrarão, finalmente, a terra prometida: um lugar onde nada restará senão os reality shows da televisão, as telenovelas e a vergonha. Os nossos governantes têm-se preparado para anunciar, contentíssimos, que a crise acabou, esquecendo-se de dizer tudo o que acabou com ela. A primeira coisa foi a cultura, que é o património de um país. A segunda foi a felicidade, que está ausente dos rostos de quem anda na rua todos os dias. A terceira foi a esperança. E a quarta foi o meu pai, e outros como ele, que se recusam a ser governados por gente que fez tudo para dar cabo deste país - do país que ele, e milhões de pessoas como ele, cheias de defeitos, quiseram construir: um país melhor para os filhos e para os netos. Fracassaram nesse propósito; enganaram-se ao pensarem que podíamos mudar. Não queremos mudar. Queremos esta miséria, admitimo-la, deixamos passar. E alguns de nós até aí estão para insultar, do conforto dos seus sofás, quem, por não ter trabalho aqui - e precisar de trabalhar para, aos 65 anos, não se transformar num fantasma ou num pedinte - pegou nas malas e numa guitarra e se foi embora. Ontem, ao deitar-me, imaginei-o dentro do avião, sozinho, a sonhar com o futuro; bem-disposto, com um sorriso nos lábios. Eu vou ter muitas saudades dele, mas sou suspeito. Dói-me saber que, ontem, o meu pai se foi embora.

Ainda "Não quero morrer", de Júlio Isidro

De onde surgiu... "Não quero morrer" (O Ericeira - Jornal Regional do conselho de Mafra).
Relembrado aqui, no "Notícias ao Minuto".

O texto...

NÃO, NÃO ESTOU VELHO!
NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO PARA JÁ SABER TUDO!
Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.
E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.
Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. Civilizadamente, ordenadamente, no respeito das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e... calar.
Sou dos que acreditam na invenção desta crise.

Um “directório” algures decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. A dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.
Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito, decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.
Parece que alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.
Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.

Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho. Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.
Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro entre os medicamentos e a comida.
E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.

A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o milagre da multiplicação dos pães. Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de sair de casa, suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se de sangue , 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores de geração espontânea, mas 81.000 licenciados estão desempregados.
Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.

Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada” faz um milhão de espectadores.
Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.

Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.

Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.

Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem... estar para ambas as partes.

Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…

Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?

E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.
Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.
E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.

Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.

E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…

Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.

E as mães que vão ao banco… alimentar contra a fome, envergonhadamente, matar a fome dos seus meninos.

É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.

Júlio Isidro

Portugal, em tempo de crise

Um vídeo sobre Portugal apesar da crise. Fosse isto verdade em todos os setores da sociedade portuguesa, como a saúde, a educação, a justiça, a segurança social. Fosse verdade que os políticos estivessem preocupados com os interesses dos portugueses ...

Vá ao cinema; faça silêncio

Uma publicidade da coca-cola.

Uma viagem pelo espaço!

"Space race", pela BBC Future.

domingo, outubro 13, 2013

Matemática: um canal no Youtube

Um tal de "Diego Penalva" faz um serviço interessante para quem quiser aproveitar.
Link aqui.

Machete, por Daniel Oliveira

O que gostava de dizer e que Daniela Oliveira soube traduzir por palavras... No Expresso.

Aqui fica o texto para a posteridade.
08.10.2013 às 8h00, DANIEL OLIVEIRA
Rui Machete entrou no governo com lapsos de memória. Esqueceu-se de colocar no seu currículo a sua passagem pela SLN. Não devemos condená-lo. Machete é um homem distraído. Quando foi presidente do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios, grupo responsável pelo maior rombo nos dinheiros públicos da nossa história recente, as senhas de presença eram-lhe pagas em dinheiro e transformadas em seguros de vida, fugindo assim ao fisco. E, apesar de presidir a um órgão com poderes de fiscalização, nem assim desconfiou que alguma coisa não ia bem por aquela empresa.
Rui Machete escreveu a um deputado para o informar que nunca teve ações do BPN. Não era preciso tanto zelo na informação. Nem Oliveira Costa as tinha. Nunca existiram. E acrescentou que também não tinha ações da SLN, detentora absoluta do BPN. Só que essas existiam. E Rui Machete tinha-as. Como a primeira informação era, e nunca poderia deixar de ser, verdadeira e apenas a segunda, única que interessava, era falsa, isto não foi propriamente uma mentira. Foi uma "incorreção factual". Se eu disser que Rui Machete é um ministro rigoroso e competente também não estou a mentir. Afinal de contas Machete ainda é, contra todas as regras da decência política, um ministro.
Rui Machete deu uma entrevista a uma rádio angolana. Informou que tinha pedido, em nome do Estado português, desculpas a quem foi investigado pelo poder judicial. Disse que tinha pedido informação sobre o processo e que aquilo não era nada de especial. Já não interessa saber se Machete pediu ou não informações a quem nunca lhas poderia dar. É só mais uma pequena "incorreção factual". Nem o facto de Machete vir do escritório que tratava da defesa de alguns dos investigados, o que deveria ser apenas mais uma razão para ficar calado sobre este assunto. Grave é um ministro dos Negócios Estrangeiros opinar, em entrevistas a órgãos de comunicação estrangeiros, sobre processos judiciais. E, ainda por cima, pedir desculpas em nome do Estado português pelo comportamento do poder judicial. Num país que valoriza o Estado de Direito e a separação de poderes a ele inerente este tipo inédito de declarações ditariam a imediata demissão do ministro. Mas Passos já veio explicar que se trataram apenas de expressões infelizes. Compreendo: perante tudo o que este governo já fez, devemos ser austeros no uso de adjetivos. Ainda pode acontecer tanta coisa que é melhor não os esgotar.
O que leva um ministro como Machete, com o seu passado recente, as suas recorrentes mentiras e a sua absurda incompetência política a manter-se no lugar? Quatro razões: este governo está tão frágil que já não pode demitir ninguém; os casos com ministros são tantos que já nada escandaliza; as medidas brutais contra os cidadãos sucedem-se a tal velocidade que as tropelias de Machete parecem quase irrelevantes; e os cidadãos aceitaram de tal forma a inevitabilidade de tudo que desistiram de ser cidadãos. Estão-se pura e simplesmente nas tintas para o governo, para a política e, por consequência, para o país.
A indignidade do comportamento de Machete não o faz cair porque a dignidade deixou de ser um valor político relevante. Não consta que afete a "nossa" credibilidade junto dos mercados. E se está bem para os mercados também está bem para nós todos. A ética é muito bonita mas não baixa juros nos mercados secundários nem consta do memorando de entendimento. É coisa para líricos irresponsáveis. Na realidade, quanto mais indiferença mostrarmos a tudo o que é indigno mais credíveis seremos. Porque estabilidade é tudo o que precisamos. Isto pode ficar mesmo uma merda. O que interessa é que seja uma merda estável.

quarta-feira, outubro 02, 2013

Top Gear

Uma série de outros tempos, de todos os tempos... Já vai na série 20!
http://topgearbr.wordpress.com/category/top-gear-s20/



Um exemplo bem apanhado.Espanha (As cidades desertas!):
http://www.streetfire.net/video/teste022003tg_2432348.htm

domingo, junho 09, 2013

Color Run em Braga

Eu vou participar!
The color run. Em Braga.

a propósito de EXAMES...


Um texto sobre “os erros mais frequentes” nos exames. Leitura interessante e ‘preventiva’ para não se cometer alguns erros.
É fácil dizer; outra coisa é fazer…

do Jornal Público online (02-06-2013). Ver aqui.

Aqui fica o texto para a posteridade.
Os 12 erros mais comuns, ANDREIA SANCHES 02/06/2013 - 00:00

Debitar uma resposta memorizada, em vez de apostar na capacidade de pensar pela própria cabeça, não é uma boa solução.
Peça-se num exame que os alunos identifiquem com um "v" de "verdadeiro" as afirmações, entre várias apresentadas numa lista, que sustentem uma determinada hipótese. E é quase certo que vários identificarão com um "v" todas as afirmações que consideram verdadeiras - independentemente de apoiarem ou não a hipótese apresentada. E assim se falha uma resposta. O exemplo serve para ilustrar um dos erros frequentes dos estudantes quando fazem exames: não lêem a pergunta até ao fim. Ganham minutos, mas perdem pontos.
A duas semanas de começarem os exames nacionais do básico e do secundário, pedimos a professores de diferentes áreas que nos ajudassem a fazer uma lista de erros frequentes. Alguns são fáceis de adivinhar. Outros, mais surpreendentes. Há quem aconselhe umas boas horas de desporto vigoroso na véspera da prova.

1. Não estudar com tempo
É bom que cada um encontre a sua própria forma de optimizar o tempo de estudo e de ser eficaz, nota José Morgado, professor do Instituto Superior de Psicologia Aplicada. Mas a verdade é que o tempo que os alunos dedicam a preparar-se para as provas é, muitas vezes, insuficiente.
"Uma parte significativa não se prepara com a antecedência devida", diz Miguel Barros, vice-presidente da Associação de Professores de História (APH). Muitos deixam para a véspera das provas o estudo das matérias obrigatórias, continua Paula Gonçalves, professora de Filosofia e coordenadora do centro de explicações Ás de Saber. "Revelam um estudo pouco sistemático, mal organizado, sem a elaboração prévia de resumos, os quais, quando realizados ao longo do ano lectivo, simplificam muito a preparação mais específica e intensiva que antecede os exames", afirma.
O local de estudo também pode fazer a diferença. Miguel Barros nota que "muitos alunos não estudam em ambientes propícios à concentração - não desligam a televisão, a Internet ou os telemóveis, por exemplo".

2. Stress a mais
"Quando iniciam o estudo, é frequente entrarem em pânico face à enormidade da tarefa, o que os leva a situações de stress e, no limite, ao uso de fármacos que, supostamente, os auxiliarão a concluir com sucesso o que se pretende", diz o dirigente da APH. Eis outro erro frequente. José Morgado sublinha a importância de se tentar "lidar de forma serena com a pressão ou expectativas que, muitas vezes, pais, professores ou os próprios colocam - e que, para alguns alunos, podem tornar-se parte do problema". 
À medida que o exame se aproxima, os nervos aumentam. E, no dia da prova, ainda pior - sendo que, tendencialmente, os mais pequeninos são mais sensíveis, explica Fernando Nunes, ex-presidente da Associação de Professores de Matemática.
O excesso de tensão, diz este professor, é um grande inimigo. Leva os alunos a cometer erros, sobretudo se no exame se confrontam com algo "novo", uma pergunta feita de forma diferente daquela que é habitual, por exemplo. O último relatório disponível do Gabinete de Avaliação Educacional, sobre os exames, confirma esta ideia: em 2011, nos exames de Matemática do 9.º e do 12.º ano, por exemplo, os alunos revelaram dificuldades na interpretação de algumas questões, sobretudo quando estas envolviam "estratégias não habituais".

3. Ter excesso de confiança
Muitos alunos consideram que não precisam de fazer uma preparação "mais específica e direccionada" para os exames porque julgam que já conhecem a matéria, diz Paula Gonçalves. Acham, portanto, que não precisam de praticar. Mas atenção ao excesso de confiança: "A realização contínua de exercícios permite fazer um levantamento dos próprios erros procurando superá-los e, além disso, obriga a analisar os critérios de correcção dos exames procurando responder à questão "em que é que eu não posso falhar?".

4. Ler só resumos
Cada vez mais se nota que os alunos não lêem as obras integrais que são obrigatórias, notam alguns professores. Isto vale, nomeadamente, para quem está a preparar-se para o exame de Português. Os resumos das obras não chegam!

5. Ir de directa
Ir para o exame com uma noite mal dormida é um erro frequente. "Metade da nota consegue-se com estudo, a outra metade com os neurónios em actividade máxima... o que implica uma cabeça fresca!", diz Paula Canha, professora de Biologia e Geologia. "Aconselho os meus alunos a praticarem desporto vigoroso no final do dia anterior ao exame, pelo menos oito horas de sono e uma refeição decente antes do exame. Assim, a concentração e a capacidade de raciocínio estarão no seu máximo."

6. Não ler as perguntas
Até que chega aquele momento em que o professor distribui o exame. "Às vezes nem lêem o enunciado completo!" O desabafo é de Paula Canha, mas é partilhado por vários professores. "Dizem que a meio já achavam que tinham percebido o que era para responder, mas afinal... Exemplo: uma pergunta de V/F [Verdadeiro/Falso] em que é para indicar as afirmações que apoiam uma determinada hipótese. Eles partem do princípio que é para assinalar as frases como verdadeiras ou falsas, ignorando o segundo requisito do enunciado", continua a professora de Biologia.
Não dedicar o tempo necessário à leitura das perguntas leva a erros de interpretação, diz também Miguel Barros. Sem compreender bem o que é pedido, dificilmente se dá a resposta certa, e isto é verdade para todas as disciplinas, diz Paula Gonçalves.

7. Não planear as respostas
Para além de compreender as perguntas é preciso "preparar e planear as respostas", diz José Morgado. "A resposta imediata pode ser desajustada ou "ao lado"." É importante avaliar o que é mesmo "essencial", referir e o que é "acessório" - sendo que o acessório também se pode incluir, e até pode ser relevante, em questões de "desenvolvimento".

8. Debitar o que se decorou
"Muitos alunos desenvolvem na sua cabeça a resposta certa, mas como não confiam na sua capacidade de raciocínio, preferem procurar na memória alguma coisa que tenham ouvido na aula ou estudado no manual e que possa colar-se àquela situação", diz Paula Canha. Miguel Barros dá o exemplo do que se passa na sua área científica: "Apesar de nos exames de História se privilegiar a interpretação de fontes, devendo a informação recolhida nessas fontes ser integrada, de forma crítica, nas respostas, um número significativo de alunos continua a achar que o que interessa é "decorar a matéria" e "despejá-la" nas respostas. Isto dá origem a erros de análise - vêem nas questões aquilo que querem ver, dando origem a respostas longas mas que ficam muito aquém daquilo que se pretende."

9. Não ser assertivo
Ser objectivo e assertivo dá pontos, diz Paula Gonçalves. "Muitos alunos têm tendência para o excesso de informação numa resposta, tornando-a pouco assertiva. A objectividade é muito bem cotada num exame."

10. Não gerir o tempo
O exame deve ser visto como um todo, diz Miguel Barros. Mas a maioria dos alunos não é assim que lida com o enunciado da prova. "Como não olham para o exame como um todo, mas antes como uma lista de questões, não planeiam com cuidado o tempo de que vão necessitar. Perdem, frequentemente, demasiado tempo com questões de nível mais elementar (do tipo refere, enumera...), que são menos pontuadas, acabando por não ter tempo suficiente para responder a questões mais complexas, que implicam uma maior reflexão."
Mas isto de gerir o tempo não é coisa fácil. Ficar "bloqueado" numa resposta que parece supercomplicada também pode acabar por significar que não se tem tempo para responder a outras eventualmente mais fáceis, lembra José Morgado.
Fernando Nunes lembra que o "tempo" não é, geralmente, um factor muito valorizado no processo de ensino-aprendizagem - mais cinco minutos, menos cinco minutos, o que interessa aos professores na sala de aula é que os jovens acabem por conseguir resolver o problema. No exame, tudo é diferente. Fica a sugestão: "Se acham que estão a levar demasiado tempo com uma pergunta que não estão a conseguir responder, passem para outra, porque elas não têm todas o mesmo grau de dificuldade."

11. Não rever as respostas
É fundamental voltar a reler as respostas do exame para perceber se existe coerência no que foi exposto e poder detectar erros e falhas.

12. Não usar as tabelas
Textos, tabelas, gráficos e exemplos não servem para embelezar o exame, diz Paula Gonçalves. Muitos alunos ignoram o recurso a estes documentos de apoio que constam de alguns enunciados e que muito podem valorizar uma resposta.